sexta-feira, dezembro 30

Ai que saudades da minha Madeira



...apesar dela estar transformada - Alberto não descansa sem a descaracterizar por completo.. em nome do progresso (o dele e dos seus amigos) - é o lugar onde nasci, cresci e fiz das mais belas amizades, da minha vida (o dono deste blogue é uma boa excepção)...amanha será, no mínimo assim. As saudades apertam-me o coração nestas alturas...é como se aquela aragem tivesse estacionado no meu coração... qual catálogo de belas recordações.

Vaginha



Sempre que minha mãe pede à Sónia (minha empregada) para que ponhas vaginha na sopa, esta dá uma gargalhada, num misto de maldade e de gozo. Imagino que o leitor deve estar na mesma ( e o Miguel Pinto a praguejar a hora em que me convidou para a prticipar neste espaço). Acontece que estão todos pensando mal, porque vaginha é o termo utilizado na Madeira, pelos madeirenses, quando se referem ao vosso feijão verde. Eh eh eh, já agora, nunca digam que na Madeira se come semelha frita eh eh

Um bom 2006!

quinta-feira, dezembro 29

Momentos

Há momentos e momentos. Há momentos de pensar na escola e escrevemos sobre política de educação e ensino, umas vezes combativos, outras desalentados; Há momentos de estarem eles, os alunos, na mente, e umas vezes escrevemos contentes com alguns sucessos, outras menos contentes pelo que nos fazem suar, outros ainda, quando após um sermão respondem "stôra, tem razão" e uma voz acrescenta "mas somos adolescentes", apetece pôr apenas um poema.
E há também momentos de férias, ou porque estamos mesmo em férias, ou porque damos férias à mente para a ocupar de pequenas coisas quotidianas que fazem parte de grandes coisas da vida.

Dizem que os professores andavam a trabalhar pouco... nunca como neste ano montei a árvore de Natal tão tarde, apesar dos protestos dos netos contra tal falta de tempo. Só na 5ª feira da semana do Natal umas mãozinhas de 7 anos penduraram as últimas bolas coloridas na árvore que, seguindo a tradição de avós, tem que chegar quase ao tecto. Depois a dona das mãozinhas apreciou contente outros enfeites na casa até entrar na minha sala de trabalho (sala deles também quando cá estão), onde, crítica, sentenciou: Aqui também tem que haver um enfeite!
E lá fui eu na sexta ao fim da tarde numa corrida ao Aki, para me deparar com as sobras dos enfeites a acabar de encaixotar. Percorrendo prateleiras vazias... o Pai Natal, que vela sempre pelos desejos das crianças (daquelas a quem o homem permite terem Pai Natal) deve ter tornado invísivel aos olhos dos arrumadores um pinheirinho de mesa de ramos a passarem por todas as cores do arco-iris.
Acho que fiz este relato pelo ambiente de aragem leve e pura deste cantinho, mas também para confessar que, se o Pai Natal não tivesse velado pelo pinheirinho sobrante, eu teria empreendido convencer um funcionário a vasculhar em caixotes ainda não selados à procura de um enfeite que luzisse
.

segunda-feira, dezembro 26

...

Depois de um fim-de-semana exageradamente “calórico”, o dia abriu-se com uma actividade física terapêutica…
É a reconciliação do corpo com os excessos da alma!

sexta-feira, dezembro 23

eh eh...Feliz natal


Bem ao jeito do ano que tivemos, cheio de eleições, junto seguem os meus desejos para esta quadra.

quarta-feira, dezembro 21

Tempo interior…

O tempo tem uma importante dimensão subjectiva. Só aparentemente os horários que regulam o nosso quotidiano escravizam as nossas experiências e tomadas de decisão. O bom ou mau uso que lhe damos releva a duração interior do tempo e os sentidos pessoais que lhe atribuímos. Analisado frequentemente numa perspectiva técnica ou observado sob um ponto de vista político, é do tempo fenomenológico que importa falar. É tempo de dar o tempo àqueles que nos suportam, aconchegam, que precisam da nossa presença, que nos querem bem. É tempo de dar o tempo...
[Imagem retirada daqui]

Empreitada à portuguesa



Serão professores?

segunda-feira, dezembro 19

As cruzinhas e a escola

Ainda nem reflecti muito sobre o caso, mas confesso que acho um excesso da nossa democracia. Diga-se que, com alguma ironia à mistura, é ser mais papista que o papa. Esquecer que vivemos e que somos um povo católica (entendo que isso possa trazer algumas interrogações), não me parece mal que existam as tais cruzinhas nas escolas. Até porque ninguém disse que era proibido lá estar um Buda ou outro tipo de símbolo religioso. Tenho dúvidas que este pontapé na nossa tradição traga algo de novo, que traga mais pluralidade à escola.

Continuo a achar que os nossos políticos, por incompetência e por desonestidade, preferem se ocupar com o acessório do que a resolver os problemas do país..

Jogo no meio-campo.

A declaração política do Jorge faz sentido. Percebo-o perfeitamente. A sua declaração política bem poderia ser a declaração de um eleitorado que escolhe o tipo de governo no continente [na Madeira as coisas são diferentes]. Tem sido o balanço do eleitorado do centro [é no meio campo que se tem jogado o nosso destino político…] a decidir os destinos deste Portugal pós 25 de Abril. Nós, reafirmo, nós temos sido os principais responsáveis pela teia montada em torno do bloco central.
Pergunto-me, como co-responsável do estado a que chegou o país, se ainda vou a tempo de corrigir o equívoco.

Renovação

Uma nova fase do blogue sugere uma nova imagem.
Espero que o daltonismo não me tenha atraiçoado…

domingo, dezembro 18

Presidências (Portugueses - estamos lixados)


Segundo consta Pinto Balsemão convidou dois dos candidatos a presidente para colaborarem no programa levanta-te e ri. O problema é que um deles levanta-se mas não sabe rir....o outro ri, mas nem força tem para se levantar. Bom daqui a cinco anos talvez possamos ter um presidente da República decente, até lá vamos gramar um destes cromos...a não ser que a poesia consiga chegar a “bom porto”.
PS(salve seja): convidas agora "amanha-te" eh eh eh

Uma nova aragem

O mais recente inquilino traz consigo uma leve brisa dos Açores porventura associada ao anticiclone característico das ilhas...
A casa é tua, Miguel.

sábado, dezembro 17

Bom fim-de-semana

O besugo tem razão. E eu estou como ele. “A sério. Isto diverte-me. Às tantas é assim, mesmo. Esta sondagem mostra que, entre outras coisas, houve eleitorado de Alegre que se passou para Cavaco. Para Soares, ainda entendo. Para Cavaco também. Eu, a bem dizer, já entendo tudo.”

sexta-feira, dezembro 16

:)


Neste espaço soprará uma nova aragem. Bem-vinda, Isabel.

segunda-feira, dezembro 12

Questões muito claras ;-)

[recebido por email]

Como se escreve zero em algarismos romanos???
Porque é que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo???
Porque é que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo???
Se depois do banho estamos limpos porque é que lavamos a toalha???
Se Deus está em todo lugar, porque é que as pessoas olham para cima para falar com ele???
Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto???
Porque é que a palavra "Grande" é menor do que a palavra"Pequeno"???
Porque é que "Separado" se escreve tudo junto e "Tudo Junto" se escreve separado???
Se o vinho é liquido, como pode existir vinho seco???
Porque é que as luas dos outros planetas têm nome mas a nossa se chama só lua???
Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca??? O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002 tem qualidade certificada por quem???
Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poder acertá-lo???
Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque é que ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola???
Como foi que a placa "É Proibido Pisar a Relva" lá foi colocada???
Porque é que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objecto perdido temos a mania de perguntar: "Onde é que perdeste?"???
Porque é que há pessoas que acordam os outros para perguntar se estavam a dormir???

quarta-feira, dezembro 7

:)

[…] “Os estádios desportivos dão, pois, notícia de um tempo diferente do das catedrais. Melhor dizendo, são as novas catedrais desta época. São um monumento e templo erigidos a uma outra divindade. A consagração e celebração do homem de carne e osso que procura alargar a faixa estreitíssima da vida que se abre na linha de confluência das virtudes e defeitos, do anjo e do diabo. Neles entra em cena uma nova expressão da transcendência, não mais pela via da míngua e imolação da vida, mas pelo transbordar da taça em que ela é bebida. Não é o homem novo que finalmente se vê despontar;
é só a renovação incessante da liturgia sempre inconclusa de o fabricar.
Aos inimigos do palco desportivo, que continuam a tentar menorizá-lo intelectual, cultural e socialmente, diremos, como a poetisa Natália Correia, que face às "massificações, que as septicamente negam a vida, a massificação exaltante do futebol (...) põe em ebulição os sentimentos e as mentes" e tem "o mérito de desencadear as paixões que dão cor à alma. Ao menos os frenéticos do futebol dão tudo por uma causa. E são os homens sem causa que com o seu governo de máquinas calculadoras nos alienam o espírito.
A esses e a todos os que o aviltam continuaremos a repetir que o futebol e os seus estádios são símbolos de causas. Só os aleijados da alma é que não dão por isso.” Jorge Bento (2004)

Meu caro professor, hoje lembrei-me de si.

domingo, dezembro 4

Talvez por pudor, pela sensação de ter muito pouco que acrescentar, por uma reserva de privacidade, evito tanto quanto posso a exposição pública. Este bogue nunca se fundou numa lógica intimista embora tudo o que escrevo decorra desta relação íntima com o pensamento e as sensações que o acolhem ou que o impulsionam. Estarei a ser contraditório quando penso que me protejo do olhar alheio expondo uma parte do que me é mais profundo: as convicções, as subjectividades, mesmo que sustentadas por exercícios de racionalidade?

sexta-feira, dezembro 2

Objectos…







Este blogue é fantástico... Só tem um senão: é actualizado muito espaçadamente.

segunda-feira, novembro 28

POIS...

(recebido por e-mail)

Certo Padre recebia um jantar de despedida pelos 25 anos de trabalho
ininterrupto à frente de uma paróquia. Um político da região e membro da
comunidade foi convidado para entregar o presente e proferir um pequeno
discurso.
O político atrasou-se. O sacerdote, então, decidiu proferir umas
palavras:
- A primeira impressão que tive da paróquia foi com a primeira
confissão que ouvi. Pensei que o bispo tinha me enviado a um lugar
terrível, pois a primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um
aparelho de TV, que tinha roubado dinheiro dos seus pais, também tinha roubado a
firma onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com a esposa do chefe.
Também em outras ocasiões se dedicava ao tráfico e a venda de drogas e para
concluir, confessou que tinha transmitido uma doença à própria irmã. Fiquei
assustadíssimo!!... Mas com o passar do tempo, entretanto, fui conhecendo
mais gente que em nada se parecia com aquele homem... Inclusive vivi a realidade
de uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua
fé e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio.
Justo nesse momento chega o político, e foi-lhe dado a palavra para
entregar o presente da comunidade, prestando a homenagem ao padre.
Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso dizendo:
- Nunca vou esquecer do dia em que o padre chegou à nossa
paróquia... Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a se confessar com
ele...

sábado, novembro 26

As margens...

Não se trata propriamente de uma nova descoberta, de uma alteração de rota quando me encontro em trânsito pela blogosfera. É apenas a confirmação de que ao fim-de-semana a escrita e a leitura devem ser superficiais. Eu preciso que sejam superficiais. Nem sempre é possível aligeirar o ritmo, manter as preocupações encerradas no local de trabalho. Nem sempre é possível abordar o fim-de-semana como uma ponte, uma passagem para a outra margem [como canta o Rui Veloso]. Mas há que alargar as margens, alongar a ponte, retardar a chegada à outra margem infestada de rotinas que nos consomem uma parte da vida. É neste conflito que vive o professor. E é este dilema que angustia muitos professores. As margens estão tão próximas que tornam o rio demasiado agitado.
Estas margens violentas revelam uma outra face da blogosfera. Tal como esse rio, o olhar fica grave e intenso, demasiado rebuscado e por vezes confuso. É o reflexo de um estado de espírito sério, mas não necessariamente seguro.
Há que alargar as margens!
Há que deixar correr esse rio!

terça-feira, novembro 22

Hoje quase que decidi falar de futebol. A ideia era falar de desporto. Dizer que o desporto é a confirmação de que temos um propósito de superação. Estava decidido a dizer que ser desportista é ser e ter alma, ser força de vontade, é voar alto nos sonhos por realizar.
Mas não fui capaz...

domingo, novembro 20

Credibilidade de especialista…

“Os professores do ensino básico e secundário faltam que se fartam, foram milhões as horas perdidas este ano e os "furos" para os alunos. Há centenas ou milhares de professores de baixa. Os professores portugueses são os que menos trabalham e proporcionalmente mais ganham na Europa. São revelados novos estudos que melhor estabelecem a posição dos portugueses perante a educação, a formação cultural, o êxito escolar e a investigação científica: o último lugar, entre dezenas de países, é a regra, o penúltimo a excepção.”

O desafio que vos coloco é o seguinte:
Um destes três especialistas em educação vociferou as palavras supracitadas.
Arrisca um palpite?
1. José Manuel Fernandes
2. Maria de Fátima Bonifácio
3. António Barreto

quinta-feira, novembro 17

A superação, a transcendência e a revelação do melhor de si mesmo, é uma das grandes conquistas deste projecto de ser homem. No desporto, na arte, na ciência, nos pequenos e grandes ofícios, há sempre uma oportunidade de nos revelarmos. Há sempre uma ocasião para sermos vencedores na corrida que nos transporta do menos e do insuficiente para o elevado. É este o maior desígnio da profissão que escolhi. Vim conduzido pela condição de sujeito. Hoje estou agarrado à condição de agente dessa troca, agente da passagem para esse plano superior. No ginásio e no pavilhão, ou num pequeno campo de terra batida, o meu espaço de realização pessoal não descura, antes pelo contrário, tem no horizonte a realização pessoal do outro, dos muitos outros que diariamente correm e saltam à minha frente, rindo, protestando, gritando…
Como dizia o mestre: Antes vergado pelo assumir do peso das obrigações do que pelo peso das decepções.

terça-feira, novembro 15

A VIDA (por Sienfield)

A coisa mais injusta na vida é a maneira como ela acaba. A nossa existência deveria justamente começar pela morte. Os primeiros anos seriam passados; num lar de terceira idade, até sermos expulsos por sermos novos de mais. Alguém nos oferecia um relógio de ouro e um Ferrari e íamos trabalhar durante quarenta anos, até sermos suficientemente novos para nos reformarmos. Aí desatávamos a experimentar drogas leves, álcool e muito sexo até ficarmos miúdos. Nessa altura poderíamos começar a brincar todo o dia e a gozar o facto de não termos qualquer responsabilidade. Finalmente, chegados a bebés, voltávamos para o conforto da barriga da mãe, gozávamos um magnifico banho de imersão durante nove meses e acabávamos
com um orgasmo... :o))

sábado, novembro 12

Ibéria

Ao ler o Público de hoje não resisti e fui “obrigado” a quebrar o silêncio a que me remeti para não deixar fugir um conjunto de afazeres profissionais.

A crónica de Vasco Pulido Valente (VPV)O futuro do futebol” acicata, remexe num sentimento que podemos de designar de patriotismo. VPV sugere “que a Federação portuguesa se fundisse de cima abaixo com a Federação espanhola. Numa Liga ibérica, em que Portugal talvez conseguisse à partida dois lugares, como a Alemanha de Leste conseguiu no campeonato da Alemanha Ocidental, desapareciam os problemas financeiros, aumentava a qualidade do jogo e, muito naturalmente, o prazer do espectáculo. O futebol português de Portugal deixava de ser um futebol medíocre, sustentado por estrangeiros de refugo, para, por uma vez, crescer e aparecer. Ah!, e a pátria e a nação? A pátria e a nação, que engolem sem protesto toda a gente de toda a parte, não estremeceriam. E, se estremecessem, haviam de se consolar.”

A economia portuguesa, a indústria, o comércio, podiam seguir-lhe o exemplo. Aliás, o exemplo das duas alemanhas serve perfeitamente para reeditar a nossa história.
Eis de novo as velhas causas.

quarta-feira, novembro 9

Pausa…

Interrompo até à próxima segunda-feira a minha participação na blogosfera. Há que satisfazer alguns compromissos profissionais inadiáveis pelo que antecipo desde já os meus votos de um bom fim-de-semana.

segunda-feira, novembro 7

Portugal...


... no seu melhor!

("clique" na imagem para ampliar)


Adenda: Um exemplo de um boato? Ora aqui vai: “O Ministério da Educação teve reuniões no Fórum da Maia com os Conselhos Executivos”. Perguntam aqui do lado: E isso interessa a alguém?
Pois...

sexta-feira, novembro 4

Reencontros…

Foi afastado o risco de vida mas nada será como dantes.
Hoje, depois de o reconfortar, procurei animá-lo desafiando-o a retomar alguns dos seus projectos antigos, ainda exequíveis. Falámos de nadas, de muitos nadas. Aqui e ali um sorriso, muita emoção. Houve calor no afecto mas o olhar continuou vago e triste.
O nó na garganta ainda não desatou!

Experiências (de)testadas

Oh... a felicidade durou pouco...

Deixaram definhar os clubes escolares para fazer vingar a Área-Escola, que por sua vez sofreu uma metamorfose e passou a designar-se de Trabalho de Projecto com os resultados que todos conhecemos. A Educação para a Saúde funcionará nos moldes de sempre: a transversalidade na abordagem significa uma não-abordagem porque a promoção do trabalho colaborativo na escola não emerge por decreto…
Será que não se enxergam?

quinta-feira, novembro 3

Auto-estima arruinada?

O DN retomou ontem o barómetro mensal das profissões

Os professores estão em terceiro lugar na avaliação pública, sendo mais apreciados pelas pessoas com idades entre 18 e 34 anos e pelos residentes na Grande Lisboa.”

Senhoras e senhores professores... estão a ver? Afinal até temos motivos para andarmos felizes ;)

segunda-feira, outubro 31

Cérebros atrofiados

Ainda não percebi o que significa esta estória da fuga de cérebros: é que ainda não ouvi ninguém a considerar a hipótese dos cérebros se atrofiarem. Assim, um cérebro [dos que emigram ou dos poucos que imigram] com provas dadas pode, a qualquer momento, mingar e tornar-se, por contágio[?], ineficiente…
Daí que esta preocupação com os cérebros que entram ou saem parece-me despicienda.

sexta-feira, outubro 28

Alergias…

Ainda não consegui perceber se o desfasamento entre os discursos políticos e a minha percepção da realidade é ou não endémico. Antes de recorrer aos anti-histamínicos o melhor é afastar-me, observar de longe, evitar actores políticos.

terça-feira, outubro 25

Pequenos silêncios…

Este regresso, pausado, merece uma explicação. Seria suficiente dizer, porque me apeteceu. Mas quis algo mais: É que não encontro outro espaço para registar os pequenos nadas que fazem o meu quotidiano. Estas pequenas inocuidades estão para as coisas sérias como as pausas estão numa partitura.

Neste registo pouco importa a frequência e a coerência da escrita. Será mais importante o significado que lhe atribuo…

segunda-feira, outubro 24

Emociono-me...

… ao recuar no tempo, 8 anos precisamente.
Emociono-me por ver crescer em ti a necessidade de outros desafios, porventura, mais instáveis.

domingo, outubro 16

Aragem muito breve


Sinto saudades de uma aragem leve e fresca.
Será o prenúncio de um regresso?

terça-feira, fevereiro 15

Até breve…

Interrompo aqui esta minha aragem.
A manifesta incapacidade de manter o blogue actualizado forçou a minha decisão. A vossa presença com ou sem comentários, caros companheiros de viagem, foi gratificante.

[Se ainda não perderam a paciência, manterei a minha presença diária no outro lado, no outrOOlhar.]

sexta-feira, fevereiro 11

Bom fim-de-semana.


O destino escolhido!

Regresso ao passado…

… em Penafiel. Drulovic originou revolução no departamento juvenil.

A decisão de convidar o ex-jogador de futebol é baseada numa crença: um bom doente congrega os requisitos para se tornar num bom médico.

O dirigismo está a definhar!

segunda-feira, fevereiro 7

Busílis da mudança, quem és tu?

O cerne da mudança encontra-se na capacidade das escolas e dos seus próprios actores promoverem a sua própria transformação.

domingo, fevereiro 6

4R - Quarta República

O Dr. David Justino tem um blog. Espero que agora, na qualidade de blogger, esmere o seu desempenho.

sexta-feira, fevereiro 4

quarta-feira, fevereiro 2

Um caso do dia…

Trabalho desde o início do ano com um grupo de alunos com necessidades educativas especiais. A indispensabilidade deste palavrão - “necessidades educativas especiais” – confirma uma ideia universal: a escola tem alunos mais especiais do que outros. Também pode significar que a escola reconhece as diferenças discriminando, mesmo que positivamente, alguns alunos.
Afastando-me da discussão de natureza conceptual, retorno ao ponto de partida. Os alunos que desenvolvem comigo um projecto de trabalho são alunos com comportamento desviantes nas actividades curriculares. Por via disso, alguns já foram excluídos do sistema de ensino enquanto que outros se encontram na eminência de lhes seguir o exemplo. Mais do que um conflito de irmãos, que vivem em casas separadas, com pais que raramente se encontram, e onde não existem referenciais familiares, a troca de insultos e as tentativas de agressão física revelou uma das maiores fragilidades da escola actual: a falta de meios para lidar com a diversidade dos conflitos sociais.

terça-feira, fevereiro 1

Desabafos!

A propósito desta ocorrência relatada pelo Manuel, há questões que não podem ficar eternamente sem resposta. Os esforços da escola serão infrutíferos nos problemas associados ao abandono escolar e ao desencanto dos alunos pela escola enquanto as famílias não se envolverem activamente nesta batalha. No caso das famílias desintegradas, o estado deve ser ou não solidário? Onde começa e acaba a responsabilidade da família pela educação dos mais novos? Não creio que esta conversa se afaste das “velhas” questões ideológicas. O que é que se pode esperar do Estado?
E para questões deste tipo não me venham falar de um estado magro!

sábado, janeiro 29

Excitações.

A conversa incidia sobre os exames nacionais, desta vez do 9º ano. Ouvia-se o “velho” argumento [frágil] de que aumentaria o rigor da abordagem programática e que os professores [das disciplinas implicadas] teriam de prestar contas pelos resultados alcançados pelos alunos. Agitada pela febre neoliberal uma colega vociferou:
- Ainda virá o tempo dos exames nacionais no 4º ano.
[recordando um texto do J. Pacheco] Já agora, apliquem-nos ao 1º ano de escolaridade ou à entrada do infantário?

quinta-feira, janeiro 27

Opções hesitantes.

O Aragem vai sobrevivendo quase sucumbindo aos abalos do tempo material remetendo-se à condição secundária para o qual foi criado. Revelando o estado de espírito do criador espelha com autenticidade a escala de opções – a escola está primeiro! Mas, há tanto para dizer…

terça-feira, janeiro 25

segunda-feira, janeiro 24

Depressões.

O dia está para depressões?
É que ainda não senti os efeitos da dita cuja. O quê? O Dr. Santana Lopes ainda não falou?
Humm…

quarta-feira, janeiro 19

Inovar.

As pequenas coisas, como os pequenos gestos, podem produzir resultados admiráveis. A criação de um simples e-mail pode abrir novos horizontes, novas formas de agir sobre os materiais produzidos nas aulas e fora delas. Os colegas com mais experiência nas TIC há muito tempo que retratam, aqui na blogoEsfera, essa dinâmica inovadora.
Não sendo um remédio para todos os males, vale a pena explorar este instrumento comunicacional.
Ocorrerão outras rotinas?

segunda-feira, janeiro 17

domingo, janeiro 16

Sossego.

A manhã de Domingo começou e acabou por aqui.

Reconhecem o lugar?

terça-feira, janeiro 11

A factura que falta pagar.

"Do ponto de vista da política educativa, houve uma medida com implicações extremamente negativas na formação de professores de Ciências: a extinção do Instituto Nacional de Acreditação dos Professores (INAFOP), pelo ex-ministro David Justino. Hoje, provavelmente, a maior fatia de formação de professores do Ensino Básico já está no sector privado, sem qualquer tipo de controlo sobre os recursos humanos ou as condições de que dispõem as escolas. Daquilo que eu tenho conhecimento directo, a formação de docentes em muitas dessas instituições é deplorável, embora saiam com altíssimas classificações. E isso significa que pessoas impreparadas para a docência são colocadas no topo da lista de colocações de professores."

[Joaquim Sá da UM em entrevista ao EDUCARE.PT]

A factura dos cortes cegos à despesa pública não tardará .

quinta-feira, janeiro 6

Técnicas de relaxamento?

Serão já as sequelas de um início de ano atribulado?
Bom, se em seis dias a adrenalina já brota pelos poros, o que direi daqui a duas semanas?
… hmm, onde está o número de telefone do meu parceiro do ténis?

domingo, janeiro 2

Começar de novo.

Será um mês estonteante. Compromissos assumidos, projectos para concretizar, rotinas profissionais garantidas, e uma vida familiar intangível.
Creio que o optimismo dispensará o dom da ubiquidade.