sexta-feira, março 31

Professor o que é sexo oral?

Hoje dei aulas de Educação Física no anfiteatro juntando 3, 4 ou cinco turmas em cada bloco. Os meus colegas estão para os Jogos Desportivos Escolares e ofereci-me para os substituir a todos com uma aula sobre educação para a saúde partindo dos resultados obtidos no estudo do ano anterior. Depois de falar sobre os vários assuntos referidos no estudo dei tempo para as dúvidas. Um jovem de oitavo ano levanta a mão e pergunta: Professor o que é sexo oral? A plateia (com alunos de secundário) ficou muda na expectativa, ao mesmo tempo que eu próprio gelei. Expliquei ao miúdo que era uma forma de tirar prazer utilizada pelos parceiros que envolvia a boca de um e o genital do outro, o aluno sorriu e agradeceu o esclarecimento. No final uma aluna de 12º veio ter comigo e disse-me que tinha dado uma resposta tão simples que até ela tinha ficado espantada. Resta vos dizer que durante o período em que esta pergunta e o respectivo esclarecimento aconteceu, ninguém riu, ninguém ficou admirado, simplesmente na expectativa de como o professor se saia perante tal pergunta, feita por um jovem de catorze anos....
PS: (salve seja) com o fim do Línguas e devidamente autorizado, os assuntos que me motivarem a escrita, faço-o aqui e no blogue da Ana Cristina. Obrigado aos dois por se disponibilizarem.

9 comentários:

IC disse...

Fiquei contente com este relato pois julgo que é sintoma de que os jovens já estão habituados a que o assunto sexualidade não seja tabu (há poucos aninhos haveria decerto risinhos e agitação, pelo menos nos mais novos, face à pergunta). Quantos adolescentes no passado se terão havido sozinhos com dúvidas, sentimentos de culpa e perturbações até pela simples descoberta da masturbação, etc., face ao tabu que os adultos colocavam a conversa ou esclarecimentos! E quantos casamentos antigamente não viveram uma vida sem uma coisa tão importante como a sexualidade mutuamente realizada - não havia divórcio, o homem procurava a "realização" fora de casa, a mulher conformava-se com as amantes dos maridos até porque a esposa era para "respeitar", procriar puritanamente (sim, ainda me lembro de ter escutado uma conversa assim entre homens, sem saberem que eu estava a ouvir, claro, que idade tinha não sei bem, mas nunca mais a esqueci).
(Sempre há vantagens em já ser tão "velhota", permite que tenha testemunhos destes para contar - sim, quantas histórias do início da juventude de muitos jovens da minha geração (e não me excluo) a quem os tabus com a ajuda fortíssima da Igreja Católica nesse tempo causou um percurso complicado?. Maio foi em 68, mas aqui Abril foi só em 74)
Ou será que, com mais esclarecimento ou com ausência dele, em qualquer época tudo na vida se aprende afinal sozinho?? - e com esta pergunta desvio o tema para outro muito provocador no ambiente de discução de Educação. [riso]

Miguel Sousa disse...

primeiro de velha não tens nada. E este ponto é tipo alberto João, não é descutivel e pronto eh eh eh

segundo, acho que se pode efectivamente aprender sozinho muita coisa, mas a experiência diz-me que, no meu caso tudo o que aprendi sozinho, se o fizesse com o acompnhamento de adulto, jhoje seria um adulto muito melhor

E TU MIGUEL, QUANDO TIRAS ESSAS IDIOTAS DESSAS LETRAS DE VERIFICÇÃO, nunca acerto á primeira

Miguel Pinto disse...

Depois de ouvir reclamações de várias famílias, deixo a caixa de comentários mais acolhedora.
Ufa, estes madeirenses são persistentes… ;))

Anónimo disse...

antevisão dum diálogo íntimo na era moderna e civilizada da Educação Sexual
nas escolas. A leitura do texto não é aconselhável a menores de 6 anos. Daí
em diante, ao que me dizem, não chocará ninguém.





(ambiente de penumbra, os dois na cama dos pais dela e falando baixinho)

Ela: Hmmm...! Gosto quando me beijas no pescoço...

Ele: No fundo, estou apenas a estimular as tuas zonas erógenas para
facilitar o coito, segundo as regras básicas da excitação sexual.

Ela: Eu sei. Agora, vou estimular-te por sexo oral. Parece-me que dois
minutos e meio de estimulação é a duração adequada ao teu estado
neurológico e sensorial. Que achas?

Ele: Acho bem. Segundo os estudos de Dickinson, estás certa. Ahhh...! Onde
é que aprendeste a fazer isto tão bem?

Ela: Foi no livro obrigatório do 5º. ano, o "1001 Maneiras de Enlouquecer
um Homem na Cama".

Ele: Sempre gostei de sexo oral. Na escola, tive a melhor nota da turma no
teste de cunnilingus...

Ela: Ohh!... Adoro ouvir-te falar Latim...

Ele: Vamos fazer alguns exercícios de Kegel: melhoram o funcionamento do
músculo pélvico e facilitam o orgasmo.

Ela: Para além disso, protegem contra a incontinência urinária. É preciso
preparar o futuro! Às vezes penso como seria penosa a vida do nossos pais,
que não sabiam nada disto...

Ele: Podes crer! Eu nem sei como eles conseguiram conceber-nos!

Ela: Ahh!... Pára!... Obtive já uma boa lubrificação vaginal. Estou
suficientemente excitada para a chamada penetração peniana. O bastante para
sentir prazer e não ter irritação vaginal pós-coito. E tu, que tal o afluxo
sanguíneo?

Ele: Vai indo. Queres um orgasmo simultâneo?

Ela: Não sei. Há várias teorias sobre isso. Ahh, continua... Inclino-me
mais para as teses de Bancroft, que sustentam que homem e mulher têm tempos
diferentes e por isso é muito mais comum que cheguem ao orgasmo em tempos
diferentes.

Ele: Como são os teus orgasmos: clitorianos ou vaginais?

Ela: Tu ainda estás nessa? A minha professora diz que o orgasmo, como
resposta fisiológica, é basicamente o mesmo, independentemente da área
estimulada. É tudo psicológico!

Ele: A puta da tua professora deve ser frígida!

Ela: Não brinques com coisas sérias! A frigidez é um problema grave. Pode
ter origens orgânicas, como dispareunias ou alterações hormonais, mas na
maior parte dos casos tem origens psicológicas. Ahh, não pares!... O que se
diz para aí sobre a frigidez é uma treta.

Ele: Não me digas que o Ponto de Grafenberg também é uma treta....!?

Ela: O quê, tu deste isso? Porra, o teu professor ainda segue o programa do
ano passado! Desculpa lá que te diga, mas andas a foder pelo método antigo.

Ele: Por acaso não gosto nada do meu professor. Na semana passada,
repreendeu-me por não ter feito o T.P.C. (Tocar Punhetas em Casa), prática
de que ele não abdica dentro do sistema de avaliação contínua.

Ela: Hmm...! Isso... adoro-te!

Ele: Olha, acabei de ejacular! Agora, vou esperar um bocado para que as
artérias contraiam e as veias relaxem. Isso reduzirá a entrada de sangue e
aumentará a sua saída, tornando o pénis flácido. Depois voltamos à sala,
está bem?

Ela: Sim, rápido. Tenho que apagar as 12 velinhas do meu bolo de
aniversário!

Miguel Sousa disse...

Miguel és um anjo...e já agora fizeste bem...eh eh

3za disse...

Enquanto professora de Ciências, sobretudo quando lecciono o 6º ano (mas agora também na Formação Cívica), tenho vindo a verificar a escalada do tipo de questões colocadas pelas crianças e jovens... Se entre os mais pequenitos o sorriso se insinua com as perguntas de alguém, costumo dizer que tenho duas maneiras de abordar o assunto: ou falo a sério sobre os temas, explicando e esclarecendo as dúvidas ou trato-os como criancinhas e a conversa é abelhinhas e bzz bzzzz e pólen e etc. Calam-se logo todos, põem um ar sério e aprumado e as perguntas interessantes e complexas começam a surgir. Aos poucos vão ganhando confiança e é bom aproveitar esses momentos porque as confusões na sua cabeça são mais que muitas. Muitas resultam de informação da televisão não mediadas (e até de revistas dos pais que leram às escondidas...)

P.S. (Salvo seja) O Miguel pediu algo que eu andava a pensar pedir "a todos"... essa coisa das letrinhas, quando venho aqui de corrida, mas quero deixar um miminho a todos, tolhe um bocado os movimentos (sobretudo dos acelerados como eu). Com a pressa engano-me quase sempre e acabo por gastar mais tempo a tentar acertar nas letras do que a comentar... Obrigada Miguel S por falares do assunto! Obrigada Miguel P por suprimires as letrinhas neste cantinho arejado...

Arte por um Canudo 2 disse...

Quando as coisas são ditas com seriedade e ponderadas às faixas etárias existentes a conclusão é sempre brilhante.A pergunta seria provocatória e dependia da tua reacção para ver aqueles risinhos todos.Mas como deste a resposta adequada a provocação perdeu a piada e todos a aceitaram porque não houve evasivas da tua parte.Ser professor é...Bom Domingo.

IC disse...

P.S.: Sobre as letrinhas, vou experimentar retirá-las também, mas se voltar o spam de cada vez que se escreve, não haverá outro remédio senão repor.

Anónimo disse...

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