sábado, março 11

Balão cheio a voar...

Precisei de procurar uma aragem para fazer meu balão cheio voar...
Chegada do cinema, mente invadida por Spielberg (Munich), saco pesado na mão (da FNAC, 4 livros, carteira vazia... mas nenhum sobre educação... isso não!), e aquele toque do telemóvel, à beira de o desligar na entrada do cinema, ainda a fazer trrim no coração (toque daquele longe onde tenho a saudade, a prever que terei a casa cheia pela Páscoa).
E, nesta hora de ir dormir, a imagem que entra em meu pensamento é a da torre de livros da mesa de cabeceira (com ar mais assustador que a Torre de Pisa) a desequilibrar-se para cima da minha cabeça, esta a fazer Pum e lá se me vai o Spielberg da mente, e eu a adormecer só com coração. (Ou coração a não me deixar adormecer?)

Lynne Sonenberg, This Magic Moment

4 comentários:

3za disse...

A tua Páscoa vai ser como a minha... vêm os sobrinhitos e mana para podermos estar um pouquinhos juntos...
Portanto, adormecer sem medo de torres de Pisa (por segurança a minha torre está numa cadeira perto da mesa de cabeceira...)e sonhar. Definitivamente sonhar com o que vem!

Miguel Pinto disse...

Se excluir uma pequena recaída durante a tarde de Domingo, que me levou a lançar outroolhar para o livro do Nuno Crato, não me recordo de ter degustado [no sentido literal e metafórico do termo] de forma tão intensa um fim-de-semana. Foram encontros prometidos que tardaram em cumprir-se e que trouxeram novas amizades; e uma enorme harmonia familiar motivada pela feliz coincidência de festejar, no mesmo dia, dois aniversários. É verdade. É desta matéria que se enche o balão, Isabel. :)

IC disse...

É desta matéria, sim, Miguel. Sobre os dois aniversários, deixo o voto de felicidades.

(Ignorei a "pequena recaída" - sendo mais verdadeira, estava a escrever este comentário e deu-me um pressentimento, pelo que fui até "ali ao lado" e depois aos outros lados que ele aponta, quebrando a minha intenção de já estar na caminha a ler um pequeno livro que achei e que, eureka!, até tem uma visão significativa para mim do pós-modernismo, mas "ignorar" quer dizer o que já sabes: encerrei as minhas exposições a (neste caso, lembranças de) irritações. [risos]
Ai... mas é que não resisto a dizer... um investigador tem sempre as exigências intelectuais que se colocam ao investigador, pelo que não tenciono remediar a grave lacuna de não conhecer o trabalho deste investigador... Mau feitio? Pois, ficas a saber que às vezes tenho péssimo :( ou ;)?

IC disse...

P.S.
Neste cantinho, mais pessoal ou íntimo, acrescento que talvez o excesso de mau feitio, no caso acima, tenha a ver com Paulo Abrantes, que morreu a meio da vida, não está cá para se defender, mais ainda do que de ideias, de ser ridicularizado.