terça-feira, janeiro 16

Sai um generalista prá turma B!


(Fantochada de Matemática, Português, História, Ciências, expressões e outras que tais)

Como de costume, há muito respeito pelos professores por parte desta tutela. Como de costume, soube pela boca de colegas - que souberam dos jornalistas - logo pelas 8h 30 min desta manhã, de mais esta medida montes de gira.

Ninguém sabe muito bem ao certo como vai ser...

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=762537&div_id=291

Algumas pérolas:

A - "O docente generalista [1º e 2º ciclos] por seu lado, além da licenciatura em Educação Básica, terá um mestrado constituído por mais 30 créditos em Português, mais 30 em Matemática, 30 em Estudos do Meio, que inclui Ciências da Natureza, História e Geografia de Portugal e ainda 30 créditos em Expressões."

B - "O objectivo é evitar cortes abruptos para os alunos"

Há aqui qq coisa que me escapa...
A - Então se eu fizer uma accção de formação de 30h - já fiz tantas de 50h! - fico a saber ensinar História? Wow! E TLEBS, mais 30 e fico a saber??? Duplo wow! Os colegas de Português que andam às voltas com isto da TLEBS - de curso em curso, de reunião em reunião - devem ser mesmo limitadinhosssss...ainda não sabem TLEBS que chegue? E estes em 30h conseguem?

B - "O objectivo é evitar cortes abruptos para os alunos"

E então do 6.º para o 7.º?
Ah!! Vão ser generalistas até ao 9.º! ok...

Schiiii...e do 9.º para o 10.º?
Ah!! Vão ser formados mais generalistas até ao 12.º.

Acho que agora percebo... vamos ter um professor desde o jardim infantil até ao ingresso na faculdade. Será que aí já se pode ter mais professores ou o melhor é continuar com o generalista e ser-se licenciado em generalidades?

Só mais um comentário:
Se mal me pergunte, pensando em nós próprios... o nosso percurso....fogo! Somos mesmo bons! Tanto professor no 5. ano, tanto professor no 6.º, tantos no 7.º ... e chegamos cá!!!!

5 comentários:

Arte por um Canudo 2 disse...

Parecem formigas sempre com novas medidas mas sem fazer qualquer diagnóstico à situação.O que interessa é introduzir novas medidas para se parecer reformista.Até agora se reconhecia que o professor único no 1º ciclo acarretava várias dificuldades mas como os ventos mudaram, mudaram também de opinião aqueles que criticavam a monodocência para a apregoarem a partir de agora como "moda" a seguir.Não se prevê qualquer melhoria mas em contrapartida vai haver muito pior ensino.Estas medidas só fazem sentido para quem não está no terreno e desconhece totalmente como funcionam as nossas escolas e os nossos alunos.Abraço

Anónimo disse...

Na verdade cada tiro, cada melro. Hoje também escrevi um post sobre a ideia. Parece-me difícil dissociar esta ideia da avaliação dos professores pelos resultados obtidos pelos alunos. A ideia é confrontar os professores com os resultados obtidos nos exames de final de 2.º ciclo. É o socialismo.

Anónimo disse...

Tsiwari, só agora (4ª feira) li esta tua entrada, depois de ter também publicado à noite um post sobre o assunto. Mas receio que estejas a ter suspeitas certas sobre tendências para o professor "generalista" para além do 2º ciclo :( Eu só tenho vindo a chamar a atenção para a formação para a leccionação no 2º ciclo.

Anónimo disse...

Outra coisa de que me lembrei nos entretantos... o meu rapaz, que frequenta o 3.º ano, graças às ocupações plenas dos tempos livres, passou de UM professor para QUATRO professores ( agora tem um a Inglês, outro a Música, outro a Ed. Física/Natação e o dos curriculos obrigatórios). E isto porque a tutela assim o quis...

Não lhe será traumatizante?

Ou o trauma não se dá na passagem de 1 para 4, do 2.º para o 3.º ano, e só se dá na passagem de 1 para 10, do 5.º para o 6.º?

Ou os argumentos são fracos (a roçar o nulos) ou sou eu que não estou a ver bem a coisa...

Anónimo disse...

Cheguei tarde a esta discussão mas já manifestei a minha revolta lá no cantinho...

Às vezes acho que isto é um mau sonho do qual vou acordar... depois olho à volta e vejo tanta gente a dormir!!