A pedido da Isabel e como presente (atrasado) de aniversário:
(...) Os professores e os alunos são, em conjunto, prisioneiros dos problemas e constrangimentos que decorrem do défice de sentido das situações escolares. A construção de uma outra relação com o saber, por parte dos alunos, e de uma outra forma de viver a profissão, por parte dos professores, têm de ser feitas a par.
A escola erigiu historicamente, como requisito prévio da aprendizagem, a transformação das crianças e dos jovens em alunos. Construir a escola do futuro supõe, pois, a adopção do procedimento inverso: transformar os alunos em pessoas. Só nestas condiçõesa escola poderá assumir-se, para todos, como um lugar de hospitalidade.
Rui Canário
(Fonte)
sexta-feira, janeiro 30
domingo, janeiro 18
Vai aonde te leva o Coração
Por um mero acaso nunca li este livro da Susanna Tamaro. Mas o título é sonante e presta-se a mil e uma aplicações.
Nasci durante a última hora de signo Leão, já em transição para Virgem. Isto é muito importante para nós, humanos, da era do tempo contado e medido à milésima de segundo. Posso assim determinar com exactidão as minhas características de personalidade sem sombra de erro, características essas que me colocam muitas vezes em conflito: a impetuosidade do Leão e a ponderação da Virgem.
Já me imaginaram num dia destes? Não queiram!
Há decisões que podem levar, dias, meses e até anos a tomar (este é o lado da Virgem), mas, depois de tomadas tornam-se irrevogáveis (este é o lado do Leão)!
Não, não estou a brincar, porque este é um assunto sério: a partir do momento em que decidi não entregar os objectivos individuais (que foram elaborados em devido tempo) não mais voltaria com a decisão atrás. Apesar de tudo o que se escreve, apesar de todas as instruções fornecidas pela minha escola. Apesar dos conselhos do meu sindicato.
Fui, vou, assim, onde me leva o coração.
Pena que seja com alguma dor.
Nasci durante a última hora de signo Leão, já em transição para Virgem. Isto é muito importante para nós, humanos, da era do tempo contado e medido à milésima de segundo. Posso assim determinar com exactidão as minhas características de personalidade sem sombra de erro, características essas que me colocam muitas vezes em conflito: a impetuosidade do Leão e a ponderação da Virgem.
Já me imaginaram num dia destes? Não queiram!
Há decisões que podem levar, dias, meses e até anos a tomar (este é o lado da Virgem), mas, depois de tomadas tornam-se irrevogáveis (este é o lado do Leão)!
Não, não estou a brincar, porque este é um assunto sério: a partir do momento em que decidi não entregar os objectivos individuais (que foram elaborados em devido tempo) não mais voltaria com a decisão atrás. Apesar de tudo o que se escreve, apesar de todas as instruções fornecidas pela minha escola. Apesar dos conselhos do meu sindicato.
Fui, vou, assim, onde me leva o coração.
Pena que seja com alguma dor.
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sábado, janeiro 17
terça-feira, janeiro 13
Enquanto o Aragem parece em tempo de silêncio... imaginemos
(Canção velha, estafada de ser ouvida, mas precisamos de não desistir de imaginar, pois sem imaginar não há sonhos, e é preciso que o homem sonhe...)
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
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quarta-feira, dezembro 31
terça-feira, dezembro 30
PRÉMIO NACIONAL DE POESIA

Está aberto o 12º Prémio Nacional de Poesia
SEBASTIÃO DA GAMA 2009
O regulamento pode ser consultado em www.mun-setubal.pt
ou em http://pnpsebastiaodagama.googlepages.com
PROMOTORES: Juntas de Freguesia de S. Lourenço e de S. Simão
- AZEITÃO -
APOIO: Câmara Municipal de Setúbal
Associação Cultural Sebastião da Gama
SEBASTIÃO DA GAMA 2009
O regulamento pode ser consultado em www.mun-setubal.pt
ou em http://pnpsebastiaodagama.googlepages.com
PROMOTORES: Juntas de Freguesia de S. Lourenço e de S. Simão
- AZEITÃO -
APOIO: Câmara Municipal de Setúbal
Associação Cultural Sebastião da Gama
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domingo, dezembro 28
PARECER DO PROVEDOR
De colegas da minha escola, a EB 2 e 3 de Azeitão, recebi o seguinte email, do qual transcrevo parte:
Caros Colegas, é com o maior prazer que vos damos a conhecer que o Provedor de Justiça considera que é ilegal, não um problema técnico, a vinculação entre os resultados escolares dos alunos e a avaliação de desempenho dos professores, assim como questiona a legalidade do funcionamento das comissões de coordenação da avaliação do desempenho.
Oportunamente, enviaremos uma cópia do parecer do Senhor Provedor, que recepcionámos ontem, à Senhora Presidente do Conselho Geral Transitório e, simultaneamente, solicitaremos, mais uma vez, o adiamento da entrega dos objectivos individuais, até cabal esclarecimento das questões levantadas. Votos sinceros de Boas Festas.
...
Para os interessados trancrevemos os pontos 4 e 5 do parecer:
« 4. (...) De todo o modo, o instrumento jurídico do impedimento tem por fundamento o princípio da prossecução do interesse público, na sua dimensão garantística: o seu campo de aplicação não se dirige aos casos em que se encontra demonstrado o desrespeito por tal princípio, mas sim às situações em que se verifica o risco de vir a ser prosseguido fim ou interesse alheio ao aplicável ao caso. E, por outro lado, o que no domínio do princípio da transparência se exige aos órgãos administrativos não é apenas a prática de actos imparciais, mas também que actuem por forma a darem de si mesmos uma imagem de objectividade, isenção e equidistância dos interesses em presença, de modo a projectar para o exterior um sentimento de confiança.
5. Comunga desta natureza a segunda questão que se afigura dever merecer cuidada ponderação. Está em causa o funcionamento da comissão de coordenação da avaliação do desempenho, órgão central no sistema de avaliação, e o impedimento dos seus membros na apreciação das avaliações de outros docentes, que com eles concorrem às mesmas quotas das classificações mais elevadas.»
QUE 2009 NOS TRAGA MAIS JUSTIÇA SOCIAL
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quarta-feira, dezembro 24
sexta-feira, dezembro 19
A Noite de Natal
A construção de cenários sobre A Noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner, foi o contributo da Teresa aka Mei para o Second Life. Poderão ver mais imagens na Península. A história da Joana e do Manuel e a história do mundo pode, assim, ser lida em ambiente virtual, o que não dispensa uma leitura completa da obra.

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quinta-feira, dezembro 4
Desculpem mas assim não brinco!
Provavelmente, as palavras que vou escrever vão causar-me inimizades, mas tenho aqui algo entalado na garganta e se não o disser, rebento. Além disso, estou avançada por demais na idade para ter medo de dizer o que penso. E o que penso é que professores e Professores, assim, estão a perder a face. Assim, como?
Olhem, assim, é, por exemplo, o "folclore" de muitos nas manifestações. Nós somos PROFESSORES! Professores têm que ter um porte, uma postura, que os dignifique. Professores não manifestam a sua indignação com versinhos de pé quebrado!
Por outro lado, a muitos falta apresentação! Sim , apresentação. Somos PROFESSORES! Não podemos falar de qualquer maneira! Não devemos apresentar-nos de qualquer maneira!
Concordo a 100% com a recusa deste modelo de avaliação. A 200%, até. Mas NÃO CONCORDO que se espere e se lute para ficar tudo na mesma. Os professores não são todos iguais e cada um de nós o sabe. A curva de Gauss não engana e a nossa própria experiência nos diz de quantos Professores nos lembramos. Cada um de nós sabe avaliar-se? Eu teria tido vergonha de acabar a minha carreira com a mesma classificação de outros colegas, porque sei o que fazia e o que eles faziam. Mesmo assim, reconheço que havia, na minha Escola, Professores, no meu grupo, melhores do que eu, pelo menos uma.
Sabem o que vos digo, Colegas? Lutemos por uma avaliação justa, para nós e para a nossa função - a mais digna, a mais alta: preparar o futuro. Mas deixemos que o nosso trabalho fale por si e não pensemos que poderemos ser todos generais. Aviso que não saí como general... Talvez tenente-coronel...
Talvez as quotas sejam curtas, sim, mas sejamos honestos: há, de facto, maus professores, medíocres, normais, bons, muito bons e excelentes. Como em todas as profissões, não nos iludamos. Portanto, apesar da força dos números da greve, creio que a Ministra, caladinha como está, está a investir na sua posição, enquanto nós, pedindo uma coisa que não estava, até agora, explicitamente a ser tratada, vamos perdendo o nosso capital de simpatia por parte do resto da sociedade.
Estou a escrever aqui porque um dia para tal fui convidada e porque o meu blogue tem estado desactivado. Mas vou transcrever este texto para lá e quem quiser insultar-me pode ir lá fazê-lo, porque esta casa não é minha. Agradeço a atenção. Estou em "piruetas de avó"
Olhem, assim, é, por exemplo, o "folclore" de muitos nas manifestações. Nós somos PROFESSORES! Professores têm que ter um porte, uma postura, que os dignifique. Professores não manifestam a sua indignação com versinhos de pé quebrado!
Por outro lado, a muitos falta apresentação! Sim , apresentação. Somos PROFESSORES! Não podemos falar de qualquer maneira! Não devemos apresentar-nos de qualquer maneira!
Concordo a 100% com a recusa deste modelo de avaliação. A 200%, até. Mas NÃO CONCORDO que se espere e se lute para ficar tudo na mesma. Os professores não são todos iguais e cada um de nós o sabe. A curva de Gauss não engana e a nossa própria experiência nos diz de quantos Professores nos lembramos. Cada um de nós sabe avaliar-se? Eu teria tido vergonha de acabar a minha carreira com a mesma classificação de outros colegas, porque sei o que fazia e o que eles faziam. Mesmo assim, reconheço que havia, na minha Escola, Professores, no meu grupo, melhores do que eu, pelo menos uma.
Sabem o que vos digo, Colegas? Lutemos por uma avaliação justa, para nós e para a nossa função - a mais digna, a mais alta: preparar o futuro. Mas deixemos que o nosso trabalho fale por si e não pensemos que poderemos ser todos generais. Aviso que não saí como general... Talvez tenente-coronel...
Talvez as quotas sejam curtas, sim, mas sejamos honestos: há, de facto, maus professores, medíocres, normais, bons, muito bons e excelentes. Como em todas as profissões, não nos iludamos. Portanto, apesar da força dos números da greve, creio que a Ministra, caladinha como está, está a investir na sua posição, enquanto nós, pedindo uma coisa que não estava, até agora, explicitamente a ser tratada, vamos perdendo o nosso capital de simpatia por parte do resto da sociedade.
Estou a escrever aqui porque um dia para tal fui convidada e porque o meu blogue tem estado desactivado. Mas vou transcrever este texto para lá e quem quiser insultar-me pode ir lá fazê-lo, porque esta casa não é minha. Agradeço a atenção. Estou em "piruetas de avó"
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A Avaliação como problema,
a minha posição
domingo, novembro 16
Há maneira de sair do Impasse?
O ME dizia que não mudava uma vírgula. Agora já diz que pode simplificar, mas mantendo a mesma matriz. A maioria dos professores rejeita a imposição e reclama a suspensão do processo (nomeadamente através da não entrega dos OIs).
Há alguma forma de sair do braço de ferro, de sair do impasse? Tópico que lanço para a discussão.
Há alguma forma de sair do braço de ferro, de sair do impasse? Tópico que lanço para a discussão.
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avaliação de professores
quinta-feira, novembro 6
Entrevista
Do Terrear à Península foi um clique. Assim me descobriu Andreia Brito da Antena 1.Achou curioso eu ter como profissão futura ex-professora!
Queria falar sobre os nossos desânimos. Arranjei mais uma companheira e lá nos encontrámos com ela. Uma simpatia. Uma gravação informal sobre uma mesa de café.
À mesma hora passava a entrevista com José Matias Alves. As nossas palavras sairão amanhã, sexta, entre as 16 e as 20 horas. Nada de mais. Desabafos sentidos por uma carreira que escolhemos e que nos faz querer antecipar a reforma quando ainda tínhamos muito para dar. Que o diga a Conceição, que, já depois de ter pedido a dita cuja, nas suas arrumações de papelada, ainda guarda alguma coisa, sonhando que lhe vai fazer falta.
Quem me dera já estar contigo, amiga!
domingo, novembro 2
Do básico ao superior
Li (durante) esta semana um excelente artigo de Teresa Carla Oliveira e Stuart Holland: "Retórica e realidades nas reformas do Ensino Superior e no Processo e Bolonha", na Revista do SNESup, e achei interessante deixar aqui uma das respectivas conclusões.
Depois de, citando Tinbergen e Pinder, explicarem a diferença entre integração positiva e negativa, os autores fazem notar que o Processo de Bolonha está a ser levado a cabo com uma estratégia de integração negativa, p. ex. através da redução de barreiras à mobilidade. Fazendo apelo aos objectivos de coesão social do Tratado de Roma, os autores alertam para o risco de o Processo de Bolonha promover uma mobilidade desigual em termos de classe social e económica.
Depois de, citando Tinbergen e Pinder, explicarem a diferença entre integração positiva e negativa, os autores fazem notar que o Processo de Bolonha está a ser levado a cabo com uma estratégia de integração negativa, p. ex. através da redução de barreiras à mobilidade. Fazendo apelo aos objectivos de coesão social do Tratado de Roma, os autores alertam para o risco de o Processo de Bolonha promover uma mobilidade desigual em termos de classe social e económica.
"Se pretendermos obter mais valor acrescentado através da integração positiva no ensino superior europeu, uma das medidas melhores será um compromisso conjunto no sentido de estabelecer limites ao número de alunos por turma no ensino primário, secundário e superior, e a sua redução efectiva progressiva como um direito social e de cidadania em toda a Comunidade Europeia."Na Finlândia, aparentemente, o número médio de alunos por turma é de dez: numa escola típica 30 professores estão encarregados de 300 alunos.
Considerar "as turmas com um reduzido número de alunos como uma meta educativa [...] seria um exemplo verdadeiramente útil de valor acrescentado derivado de uma política educativa europeia não limitada ao ensino superior, mas que integrasse elevada qualidade desde os níveis primário e secundário até ao superior."E eu não podia concordar mais!
Publicada por
José Manuel N. Azevedo
à(s)
11:17 da tarde
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