sexta-feira, outubro 31

:)

É muito trivial... mas não resisto ;)

Três lisboetas e um tripeiro...
Diz o 1º lisboeta:
- Eu tenho muito dinheiro. Vou comprar o BPI!
Diz o 2º lisboeta:
- Eu sou ainda mais rico... vou comprar a Fiat Automóveis!
Diz o 3º lisboeta:
- Eu sou um magnata. Vou comprar todos os supermercados Continente!
O tripeiro dá uma baforada no cigarro, bebe um gole... faz uma pausa... e diz:
- Num Bendo!...

quinta-feira, outubro 23

Desafio Virtual

Pego no desafio que a Teresa da Teia deixou no comentário do post anterior... Óptima ideia! Nada melhor para arejar do que uma voltinhas pelo SL!
A minha casa está à disposição dos confrades. Há bebidas, comida e música, ou apenas o ruído do mar e das gaivotas.
Basta criarem o vosso avatar e deixem o resto por nossa conta. Nós ensinamos o que for preciso!

Entretanto, vou preparando o cenário para a "Noite de Natal" da Sophia. Poderão interagir com esta história belíssima e mágica, que deverá estar pronta dentro de 15 dias. E lanço outro desafio: quem tiver alunos com mais de 18 anos pode combinar comigo uma sessão em directo.
Então, pessoal, vamos a isso?


Teresa aka Mei

terça-feira, outubro 21

Respirar

Porque precisava de respirar num espaço colectivo e amigo, vim até aqui. Para nada dizer. Só para respirar.

domingo, outubro 19

Os dois remos

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Para que o barco navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.

segunda-feira, outubro 13

Pontos de vista...

(Uma espécie de clone da teia de hoje... apenas para lembrar a importância de encontrarmos o denominador comum que possamos assumir em conjunto, apesar das diferenças dos pontos de vista... :)

sábado, outubro 11

As boas intenções e a crueldade das práticas

O JMA é um professor que me habituei a respeitar pela coerência das suas posições e pela generosidade das causas que defende. No seu blogue tem vindo a defender, nos últimos meses, uma posição de “aperfeiçoamento” do modelo de avaliação do desempenho docente (é este o nome de baptismo que o ministério da educação deu à classificação de serviço, vulgo notação de mérito, destinada a seriar professores e não a avaliar a qualidade do seu trabalho).

Por mais de uma vez critiquei esta atitude, a qual é também defendida por muitas almas generosas (geralmente benevolentes com o governo Pinto de Sousa), como é o caso da professora Carmo Cruz, que se assina Avó Pirueta.

De todas as vezes que exprimi a minha discordância em relação a estes colegas senti algum constrangimento, porque o respeito pelo seu trajecto profissional e pela generosidade com que partilham o seu saber e a sua experiência é enorme.

É ponderando tudo isto que resolvi hoje fazer referência à entrada do Matias Alves no seu blogue, sob o título A Blindagem do sistema de avaliação.

A leitura deste post, considerando as divergências que tenho assumido em relação à participação do Matias Alves no processo da classificação dos professores, leva-me a concluir que até para quem acredita na bondade das políticas educativas de MLR começa a ser difícil engolir tanto Sapo Centralista.

E digo-o na convicção de que o Matias Alves tem consciência de que a luta pela regulação das escolas é um combate decisivo nos próximos meses/anos. Nós sabemos que qualquer alteração significativa do sistema educativo, e da escola pública, passa por processos de dinamização da regulação local e socio-comunitária da educação. É por isso que o tom de lamento me parece ser o mais marcante, quando JMA escolhe um termo com BLINDAGEM para caracterizar a atitude que a DGRHE adoptou face ao controle da aplicação do dr 2/2008.

A dúvida que me fica é se o Matias Alves e muitos dos defensores da “avaliação 2/2008″ (sem a contextualização da prática governamental) acham que a culpa do falhanço fica no director da DGRHE, ou se também acham, tal como eu, que nenhum director geral decide políticas sem o aval dos secretários de Estado e dos ministros que os nomeiam e podem exonerar.

segunda-feira, outubro 6

Tecnologia, posse e bem público educativo

Este governo afirma-se de esquerda e defensor da escola pública.

A criação da escola pública teve por base uma intencionalidade, que era a de proporcionar a todas as crianças um bem – o bem educativo – na medida em que isso se poderia traduzir em ganhos, não só para o indivíduo, mas também para toda a sociedade. Nesse sentido o Estado-Nação tomou para si a responsabilidade de educar, retirando as crianças às famílias (em particular as das classes populares), para quem um filho constituía desde cedo uma importante fonte de rendimento. Desse ponto de vista podemos considerar que a escola pública, sendo uma emergência do primado da comunidade e da sociedade sobre o individual e o particular, deve privilegiar a partilha de recursos, a cooperação e a solidariedade.

Este governo, que se afirma de esquerda e defensor da escola pública, quer à força ser moderno (direi mesmo, modernaço). Como a formação humanística dos modernos que mandam neste governo é notoriamente deficitária, o deslumbramento com a tecnologia impõe aos responsáveis governamentais a ideia de que a posse, a exibição e a ostentação dos bens individuais é o que há de mais moderno e mais avançado nas sociedades humanas.

Na escola pública, a tecnologia que é usada para a transmissão do bem público educativo inclui, entre muitas outras coisas, todos os materiais e equipamentos que professores e alunos usam nas aulas: quadro (de giz, de canetas ou interactivo), acetatos, retro-projectores, aparelhos de reprodução áudio e vídeo, maquinaria e ferramenta diversa, etc, etc, etc. Ah, já me esquecia, inclui também as novas tecnologias, vulgo computadores, impressoras, scanners, software didáctico, lúdico, mas também de produção/edição de texto, imagem e muito mais.

Desde sempre esses materiais foram usados por todos os alunos que frequentam a escola pública, sendo a sua posse colectiva, uma vez que se trata de bens comuns a toda a comunidade escolar.

Desde sempre? Até à chegada deste governo, que se diz de esquerda e defensor do bem público educativo que é a escola pública! Porque, com o seu deslumbramento pelas novas tecnologias, que segue de perto a sua deriva neo-liberal, o governo resolveu privatizar uma parte da tecnologia que a escola pública utiliza para transmitir o bem público educativo e decidiu, primeiro com o e-escola e agora com o e-escolinha (vulgo magalhães), dar a cada um o que é de todos, gastando com tal medida muito mais recursos do que os que seriam necessários para equipar todas as escolas com um computador por aluno/sala. Para ser coerente com este princípio o governo devia também oferecer a cada criança a carteira em que se senta, bem como todos os materiais e equipamentos que utiliza, permitindo-lhe que ao fim do dia os levasse para casa, tal como fazem com o magalhães.

domingo, outubro 5

Dia Mundial do Professor

Logo de manhã sentei-me à secretária, liguei o computador, abri a Internet e procurei, entre aspas, o que poderia haver sob a designação de "Ser Professor". Encontrei 247 000 sites em que aparecia a expressão. Fiquei a ler, a ler, até que chegou a hora de preparar o almoço. Porque os Professores contam, sim, mas também comem...
Depois, estive a ler os jornais e a ver o que se dizia sobre o assunto do dia. Um pouco incomodada. Porque as mágoas daqueles que aprecio e admiro me doem também. Bem, mas de tudo o que li, o que me encheu a alma foram estas palavras de Rubem Alves que fui roubar ao Terrear:
"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma, continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais..."
Perdoem-me por continuar assim, crente na missão que escolhi para ser a minha vida e por ainda acreditar em Utopias na minha idade. Não quero falar hoje em avaliações, em ministros, em papéis, em carreiras, nada disso.
Quero lembrar a alegria e o entusiasmo com que começo sempre uma aula, seja ela do que for. Quero saborear a lembrança de ver o rosto de um aluno com menos aptidões para a nossa disciplina a iluminar-se quando entende, quando integra em si um novo conhecimento.
Quero pensar na Emilia Melhorado, que se lembrou de mim a semana passada e andou à procura do meu endereço, ela que está na sua terra em Vila Nova de Foz Coa, para me pedir um conselho.
Quero, hoje, mais do que nunca, orgulhar-me da certeza de que, como disse o João Bernardo, alguém pode não ter feito algo de errado porque se lembrou de mim.
Parece um auto-elogio, não é verdade? E elogio em boca própria é vitupério, diz o ditado. Mas quando digo isto faço-o com a certeza de que dezenas, centenas, milhares de Professores o podem fazer também.
Fui Professora durante mais de 40 anos e apenas duas vezes dois alunos foram um pouco indelicados, com uma diferença de 10 anos entre as duas actuações. Mal lhes recordo o nome. Mas vejo à minha frente todos os rostos, todas as relações que se estabeleceram entre nós, todas as delicadezas, o carinho, as pequenas coisas cúmplices que nos uniam.
E neste dia em que os Alunos que passaram pela nossa vida talvez nos recordem com saudade, quero prestar a minha homenagem aos Professores que mais me marcaram:
- D. Magda, na 4ª classe, pelos desafios que nos lançava;
- Dra. Elsa, de Francês, pela delicadeza, aliada ao conhecimento, com que nos educava, naqueles tempos difíceis e lugares longínquos;
- Dra. Amélia, de Matemática, por nos mostrar para que é que ela servia, aquela Matemática de que tantas tinham medo;
- Dra. Hermínia Roberts, de Português, (e Reitora) por me ter entusiasmado com os Lusíadas;
- Dr. Barata, a quem carinhosamente chamávamos o Dr. Baratinha, baixinho, de Filosofia, que nos ensinava a raciocinar e a pensar pela nossa cabeça.
Vejam, de entre a multiplicidade de Professores que tive, quantos me ficaram no coração e na alma! E enquanto eu viver, estes Professores continuarão vivos.

Pois se é verdade que
"Ensinar não tem que ser mesmo um sacerdócio
Mas é mister de tão grande valor
Que, depois do Amor e do Ócio,
Não há nada maior
(Nem melhor)
Do que ser Professor"...

Sei que às vezes é duro, é difícil, mas está na nossa mão emendar o erro, trazer à tona a Verdade e a Razão. E não se zanguem comigo: vinte vidas tivesse eu, e para a vontade que tenho de aprender e ensinar, não seriam bastantes!
Para todos os Colegas, os meus desejos e votos sinceros de que possam, em breve, sentir o que sinto. Felicidades.

Parabéns

Ontem, foi um dia especial para a Teresa M e para a Carmo [aproveito para parabenizar a Carmo].
Hoje é dia de festa para o Henrique Santos, no dia do professor. É uma feliz coincidência, Henrique :)

sábado, outubro 4

Parabéns

A aniversariante anda numa roda viva, entretida com a sua Teia.
Hoje é dia de festa, Teresa! :)

quarta-feira, outubro 1

A Avaliação é um Problema? É, sim. Portanto...

Mesmo sem me ter sido pedida, aqui vai a citação de Karl Popper sobre a posição que devemos tomar perante os problemas:
"Penso que só há um caminho para a ciência ou para a filosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte vos separe - a não ser que encontrem outro problema ainda mais fascinante, ou, evidentemente a não ser que obtenham uma solução. Mas, mesmo que obtenham uma solução, poderão então descobrir, para vosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderão trabalhar, com um sentido, até ao fim vossos dias".
Karl Popper

Sentimento de insegurança e o silêncio conivente.

É consensual a ideia da existência de um ambiente geral nas escolas que se caracteriza por uma receptividade difícil ao novo Modelo de Avaliação de Professores. Aliás, este sentimento é perceptível através de testemunhos de colegas oriundos de todos os pontos do país recolhidos em vários fóruns de discussão, nomeadamente, na blogosfera docente. É o sentimento de descrédito na Avaliação de Professores e no seu contributo para o Desenvolvimento Profissional, o que revela a existência de uma visão pessimista de que é impossível “fazer bem” aquilo que a lei manda fazer. Este clima é agravado pelo ambiente de conflitualidade mais ou menos latente entre intervenientes, que poderá ser justificado pela falta de confiança mútua entre professores face aos colegas titulares. Por outro lado, existem problemas que resultam da desinformação suscitada por diferentes interpretações da lei, da entropia nas escolas gerada pela incontinência legislativa deste governo e pelas limitações objectivas do sistema de avaliação imposto.

A meu ver, o sentimento de desconfiança surge agregado a um sentimento de insegurança, que pode ser traduzido pela seguinte questão:
Será que a nossa formação inicial, gerada pela instituição do ensino superior que nos acolheu e cuja marca de profissionalidade é indelével, evoca aquele professor de formato único que surge plasmado nas grelhas do ME?

E se não me encaixo nesse perfil funcional, o que têm a dizer as escolas de formação de professores? Será que o aperto financeiro em que vivem pode justificar o silêncio conivente com as políticas deste governo?