segunda-feira, dezembro 27

O alçapão.

Uma vez mais o tempo e a eterna luta pela sua posse. Consegui, e não importa lementar o que ficou por fazer, disponibilizar algum tempo diário para fazer um trabalho que não me dá nenhum gozo [é uma perspectiva técnica, obviamente]. Transformar os VHS para os actuais dvd’s. A azáfama começou quando o velhinho leitor começou a manjar as ditas fitas. Claro que tive critério em toda esta trabalheira: em primeiro lugar houve que recuperar os registos infindáveis dos primeiros anos de vida da minha filha. Agora que revivo os momentos, que recupero algumas das emoções quase esquecidas, nem quero acreditar nas marcas do tempo.
Não, não me atrevo a recomendar este exercício a ninguém. Até porque o alçapão do tempo é singular.

domingo, dezembro 26

No dia seguinte...

.... o ritual natalício materializado no Pai [comercial] Natal deixa sempre um espaço para outro Natal. Não receemos. Os vocábulos, harmonia, solidariedade e amizade, não se romperão com o uso no quotidiano.

quinta-feira, dezembro 23

Boas festas.

Agora que a época natalícia me desvia da blogosfera e compromete a produção da escrita, há que aproveitar o canal aberto para desejar a todos os que por aqui passam UM BOM NATAL.

domingo, dezembro 19

[Re]descoberta...

O quadro ali colocado era belo: Intensamente quente, disforme, convidando o olhar para uma linha do horizonte aparentemente silenciosa.
Que daltonismo é este que permite aceder à emoção da cor, despreocupada e indefinidamente?
Seria um jogo interessante procurar descobrir os domínios cujo olhar é incapaz de transpor.

sábado, dezembro 18

O exame é uma competição?

Os debates realizados em torno dos exames nacionais utilizam variadíssimas linhas de argumentação. Nunca vi este tema ser discutido a partir deste ponto de vista: O exame é, efectivamente, uma competição.
A questão que eu coloco é a seguinte: Será legítimo analisar o exame como processo social a partir do[s] quadro[s] de referência utilizado[s] na competição desportiva?
Se aceitarmos como válida esta proposição, o processo de exame [tal como o processo de competição desportiva] subordinar-se-ia aos objectivos formativos dos jovens. Desse modo, os exames dos jovens teriam de ser substancialmente diferentes dos exames dos adultos. Ou não?

terça-feira, dezembro 14

Amnésia colectiva …

… será uma das condições para que se venha a cumprir o acordo pré-eleitoral assinado hoje entre os dois partidos que nos (des)governaram.

domingo, dezembro 12

sexta-feira, dezembro 10

Aldrabões?

O recente episódio entre o ministro da defesa e um colega do governo a respeito de uma tal Bombardier, veio relançar duas questões que os políticos que nos governam têm de esclarecer pela sua acção:
Qual a diferença entre uma mentira e uma não verdade?
Um indivíduo que diz falsidades é um indivíduo aldrabão?

Claro que podemos passar para os domínios das intenções, dos sentidos, etc., etc.

quarta-feira, dezembro 8

É um tempo…

Reforçando a ideia da entrada anterior:
É um tempo de magia e fujo dos ilusionistas [já não há paciência para aleivosias de ministros e altos/médios/pequenos dirigentes], é um tempo de fé e o Pai Natal não se afasta dos centros comerciais [o grande paradoxo é que somos nós que o alimentamos], é um tempo de verdade e a Justiça perde credibilidade.

terça-feira, dezembro 7

Época circense.

Nem o circo montado em torno do “apito dourado” provoca a discussão acerca do desporto, do desporto que mais nos interessa [penso no interesse colectivo, no bem comum, obviamente]. Pensava eu [afinal erradamente] que os momentos de crise suscitavam reflexões alargadas em torno dos factores que motivam essas mesmas crises.
A quem é que interessa essa coisa da reflexão?
Para quê rebater sobre algo que se julga imutável?

domingo, dezembro 5

Fim-de-semana invulgar...

Uma festa de casamento e uma festa de aniversário…uffa!

quinta-feira, dezembro 2

Uma questão de visibilidade?

O que dizer deste texto de JPPereira?

O que eu disse:

Caro JPPereira, sou obrigado a concordar consigo quando diz que os órgãos de comunicação social, durante as crises, incidem os seus holofotes nas discussões sobre a parte da economia que depende do Estado. Há, efectivamente, uma espécie de orgia de “economês” entre os jornalistas e os políticos partidários. Não se trata, obviamente, de questionar a importância da economia na vida dos cidadãos, principalmente numa época cuja miséria veio para ficar e não se sabe por quanto tempo. É verdade, “parte da política onde o comando nacional é quase total e que é mais importante para nos arrancar da mediocridade – como por exemplo a educação e a formação profissional – nunca é discutida”. Atrevo-me a procurar uma razão para esta omissão: o desacerto entre o tempo dos tempos que correm e o tempo que a educação não prescinde para cumprir o seu papel. Como sabe, os órgãos de comunicação social actuam no imediato, procuram desenfreadamente andar à frente do tempo, promovem uma cultura imediatista pronta a consumir. Creio que a surdez que o JPP diz existir nas agendas mediáticas encontra uma correspondência na vida das instituições escolares. Paradoxalmente, as políticas educativas anseiam por professores acríticos. Só existe o que se vê e ouve, dirão os incautos que crêem nas virtudes da bazófia. Não faltam exemplos de que a vida e o que vale a pena na vida é muito mais do que mostra a aparência. A última convulsão política atesta o que estou a dizer. Mas, regressando ao seu texto, deixe-me fazer-lhe um reparo. No espaço que muitos designam de blogosfera e que JPP conhece bem, professores e estudantes [será que alguma vez deixamos de o ser?] discutem a educação. Fazem-no com paixão [e não há que ter vergonha de utilizar o termo], com emoção e com sentimento [como diria Damásio].
Será que está na disposição de contribuir para aumentar a visibilidade destas franjas de gente do pensamento na comunicação social que lhe abre as portas diariamente?